segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Renato Godá

Depois de tanto tempo afastado do mundo ardente de conhecimento chamado internet, eis aqui de volta uma mente insana e com muitas novidades. Um bom tempo parado é bom para amadurecer ideias, respirar novos ares, conhecer novos sons e o melhor de tudo, ficar sem postar abriu meu apetite. Estou faminto e pronto para devorar novamente a blogesfera.


Para começar com o pé direito o meu retorno, apresento algo no mínimo interessante. Nesses últimos meses garimpei pela internet um cara ousado chamado Renato Godá, um escritor de músicas endiabradamente românticas que através de sua música nos leva a uma atmosfera esfumaçada de um cabaré francês decadente onde o jazz, o folk, o gipsy e a chanson francesa convivem entre a elegância e a vulgaridade.


Em 2009 Godá lançou um maravilhoso EP (De Modos Tom Waits) calorosamente recebido pelos críticos e agora surpreende mais uma vez com o seu mais novo álbum (Canções para Embalar Marujos), uma obra prima da música brasileira. Renato Godá é ousado, diferente, genial, um cantor que gosta de andar na corda banda entre o brega e o cult. Com fortes influências de Leonard Cohen, Tom Waits, Chico Buarque, além de música cigana do leste europeu, Godá encanta os nossos ouvidos com letras inteligentes e uma musicalidade ímpar.


No atual cenário musical brasileiro, Renato Godá é um salvador da pátria e nos mostra que nada está perdido, que é possível fazer música de qualidade e conquistar sucesso sem vender a alma às rádios.







Ícaro Vieira

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Todos somos filhos de Deus

O mundo é muito estranho. Tem branco, pardo, azul, amarelo, preto, rosa e no final tem gente que ainda não se suporta. Uma infinidade de religiões e crenças e ainda tem nego vidrado que prefere explodir uma bomba.

Neste mundo é difícil aceitar as diferenças, fanáticos, revolucionários, judeus, ateus. Em um planeta tão mestiço e colorido tem muitos que preferem vê-lo pintado de branco.

Esse mundo é realmente bizarro. Sul-coreanos, israelenses, palestinos, alemães, americanos, uma salada mista que não gosta de se misturar. É doentio e patético pensar que todos somos filhos de Deus e ainda tem gente que não se suporta.

Amém

Ícaro Vieira

sábado, 30 de janeiro de 2010

A culpa é de quem?

Terremotos, maremotos, deslizamento de terra, furacões, inundações, seca avassaladora. Milhares de pensamentos indo com a correnteza, diversões sonhos sendo cobertos de terra e lama. Caos, pânico, medo. O silêncio depois da dor de um dia de procura nos escombros corta mais que o grito de socorro. Esperança, desilusão, lágrimas...

2010 começou diferente, a natureza se mostra revoltada e cospe sua fúria no mundo. Não importa se é rico ou pobre, preto ou branco. A natureza fecha os olhos e devolve em doses cavalares tudo que estamos fazendo contra ela. Poluição, devastação, queimadas, desequilíbrio metal que desequilibra o meio-ambiente.
Deus está metido nessa? Porque não nos salva? Segundo um ditado popular que diz: “aqui se faz, aqui se paga”, eu respondo essas duas perguntas. Creio que tudo isso é para nos ensinar na base da dor e da perda que se não pararmos agora de tentar destruir o planeta, a natureza irá nos destruir primeiro. Não dá para poupar ninguém, os justos pagam pelos pecadores.

Esta briga com a natureza será ainda mais interessante, não adianta ter dinheiro e construir verdadeiras cápsulas de proteção, a TPM da natureza é indomável e quando ela quiser acabar com tudo, acabará. Acho melhor pensarmos mais e agirmos agora. O tempo está acabando.

Ícaro Vieira

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O que seria do mundo sem os loucos?

Parece estranho, mas sempre que possível o homem sugere ao mundo a dizimação dos loucos. Seja através de remédios em doses cavalares, tratamentos psiquiátricos, clínicas especializadas, choques elétricos que voltaram com tudo neste século, humilhação popular dentre outras cositas mas.

Desde a existência do planeta terra e sua habitação pelo homem os loucos sempre foram vistos de maneira bem peculiar. Qualquer ser humano que não segue os padrões da sociedade, suas razões e suas regras são considerados loucos. Pensadores, filósofos, cientistas, pintores... em sua grande maioria ainda são vistos pelos olhos da sociedade burra como aberrações da natureza. Não passam de um bando de loucos sem terem o que fazer.

Alguém foi louco o bastante para construir um avião e ainda testá-lo? Alguém foi louco o bastante para desenvolver teorias como a da relatividade e morrer em um hospital psiquiátrico? O fato é que os homens considerados “normais” jamais conseguiram mover o mundo. E porque ainda queremos julgá-los e condená-los?

Homens normais sonham apenas aquilo que é possível de se realizar, executam tarefas simples e nunca serão lembrados pela humanidade. A história do mundo foi e será escrita pelos loucos que sonharam em ir além. Einsten, Salvador Dali, Van Gogh, Baudelaire, Nietzsche... todos considerados loucos, pagaram altos preços impostos pela sociedade, mas nunca desistiram de mudar o mundo para sempre, mesmo que tenham sido silenciados várias vezes.

O que seria do mundo sem os loucos? Homens normais só habitam um mundo evoluído por causa deles. Sem os loucos o mundo seria tedioso.

“Quando eles perceberem que a minha loucura é pura genialidade, será tarde demais, os choques elétricos vão ter acabado com ela”. Frase de um interno de um determinado hospital psiquiátrico brasileiro que li há poucos dias e jamais me esquecerei.

Ícaro Vieira

sábado, 28 de novembro de 2009

Pomplamoose

Existem coisas na vida que não precisam ser explicadas. Não vou ficar aqui enumerando milhões delas, mas você provavelmente disse sim a afirmação que acabei de fazer. Uma delas é falar bem da banda americana POMPLAMOOSE. Esta banda é tão maravilhosa que fala por si só. Formada por um casal de namorados a banda está explodindo na internet com sua musicalidade absolutamente ímpar. Fazem versões de músicas consagradas que na verdade ficam bem melhores que as originais. Ignorância é comparar o Pomplamoose com o nosso Emerson Nogueira, a banda é muito mais rica e original. Mistura elementos diversos transformando as músicas em outras músicas completamente diferentes. É de encher os olhos de alegria, e provavelmente você sairá da frente do pc mais energizado.








Ícaro Vieira

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Stop Play Moon

Vou lhe confessar antes de mais nada. Preconceito, ô palavrinha burra. Sempre detestei qualquer tipo de música que misturasse uma batida eletrônica, sintetizadores, algo dançante, etc. e tal. Por exemplo, o disco do U2 – POP, para mim foi um fracasso, nunca aceitei a ideia dessa mistura, pop, rock e eletrônica. Mas ainda bem que mudamos e amadurecemos. Alguns amadurecem tanto que chegam a apodrecer, mas não é o meu caso. Hoje em dia, curto muito uma música que mistura ritmos envolventes, é o caso do Bajo Fondo, Nação Zumbi, Nena e vários outros.
Há exatamente 2 dias eu conheci uma banda nova, recém saída do forno. Tão nova que ainda não gravou nenhum cd, mas já é sucesso no velho mundo. Estou falando da banda STOP PLAY MOON, grupo nascido em São Paulo que toca nas mais badalas festas paulistanas, além de Inglaterra e França. Apesar de ser uma banda nacional, eles cantam em inglês. Outra coisa interessante é o fato da vocalista Geanine Marques, ser modelo, atriz, e inspiração confessa do estilista Alexandre Herchcovith. Mas ela não caiu nesse de paraquedas, Geanine trabalha com música há 10 anos e canta muito bem. Sua voz suave e totalmente feminina cria um magnetismo envolvente que faz qualquer um viajar.

Saiba mais sobre a banda, acesse: http://www.myspace.com/stopplaymoon




Ícaro Vieira

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Botox na vovó

Ela tem mais de setenta, peitos duros como as de uma ninfeta adolescente. Raras deformações pelo corpo. Malha cinco vezes por semana, vida sexual ativa e variada, adora rave. Sai com os amigos nos finais de semana, fuma um baseado para relaxar da vida agita.


Gasta milhares de reais por mês para manter a aparência saudável e o rostinho lisinho como uma bola de bilhar. Cremes de todas as raças, massagem linfática, lifiting, tratamento contra acne, paranóia da beleza. Passa horas à frente do seu laptop de ultima geração para ler dicas e mais dicas de como tratar bem a pele e manter o bumbum durinho. Evita frituras, salgados, doces e afins. Odeia cozinha, criar os netos e ser chamada de vovó. Para o Felipe, seu neto de 14 anos, deu a primeira camisinha e mostrou com a ajuda de uma banana caturra o modo de usar. Moderna, cabelos lisos de tanta chapinha, escova progressiva, formol a vista. No seu fox 1.6 só escuta dance music e ama de paixão mostrar a barriguinha tanquinho da lipoaspiração.


Mundo moderno, gente moderna, pensamentos modernos... assim é a vida que se transforma a cada instante. Hoje vivo uma situação estranha, ao mesmo tempo que estou inserido no mundo moderno ainda me lembro do “velho” mundo. Acho que a minha geração foi a última a ver certas coisas como uma avó de cabelos brancos e óculos de grau, sentada na sua cadeira fazendo tricô. Onde todo domingo o almoço era na sua casa, frango, macarrão, tutu. Uma senhora que amava dar banho nos netinhos, ensinava a rezar para o bom Deus, odiava palavrão. Rugas que demonstravam o seu passado, linhas do tempo que diziam muito mais do que apenas velhice.


Avó desse tipo está em extinção, quem teve vovós assim ainda se recordam de muitas situação engraçadas e gostosas. Sei que avós modernas como escrevi acima não são a maioria ainda, mas preste atenção e veja como elas mudaram bastante. O envelhecer está se tornando cada vez mais tardio. As vovós e vovôs de hoje são diferentes demais, não digo que nem melhor ou piores do que os do passado. Mas um dia quando eu contar para os meus filhos como eram os meus avós, eles irão rir e dizer: Você está muito velho papai.

Ícaro Vieira